Quem Somos

Olá visitante/leitor/paraquedista,

Nós somos estagiários da Espalhe e estamos sobrevivendo.
A região em que nós trabalhamos (Brooklin) está cheia de restaurantes. Verdadeiras ilhas do deleite gastronômico por quilo para engravatados com fome no almoço, dispostos a pagar (e bem) por um prato de comida.
Nós não somos engravatados, tampouco dispostos. Quer dizer, até pagaríamos, se pudéssemos (será?). Sobrevivemos no paraíso alimentício da Berrini com 9 conto de vale por dia. Peregrinamos pelas ruas do bairro a fim de nos deliciarmos com novas iguarias, novos sabores, novas cozinhas, novos aromas. No entanto, acabamos sempre escorregando e caindo em nossos velhos e queridos restaurantes, pf’s, lanchonetes, botecos, barraquinhas de hot dog e nos fartando com a comida do underground alimentício da região. Por instinto, nos tornamos desbravadores daqueles restaurantes de fachada pobre e comida sincera, daqueles em que comemos junto com os pedreiros, os garis, os office-boys, os estagiários e, vez ou outra, alguma secretária. O importante é encher o prato.
Não reclamamos. Como algum estilista da alta-costura casamenteira diria, classe é para quem tem.
E nós sabemos que não temos o menor discernimento gastronômico. No fundo, nascemos para isto: sobreviver com 9 conto de vale por dia.

LG: Sou o verdadeiro “magro de ruim”. Como de tudo, sem rodeios, que pelo lado bom, não engordo. O importante é estar sempre satisfeito, aguçando mais paladares, de prato cheio, e rezando para que no fim das garfadas, não ultrapasse os valiosos 9 reais.

Rafa: Sempre comi de tudo. Quer dizer, sempre achei que comia de tudo. Até ter que comer com 9 conto por dia aqui na região. Bom, ao menos aumentei o meu paladar e o os pratos que me satisfazem.