Cara, cadê minha picanha?
postado em 31/05/07 ::: 1 comentários ::: permalink
Em segundo lugar do nosso Top 3, mais um estabelecimento que ultrapassa nosso vale. E bastante. Mas cada centavo gasto no local vale a pena. Comida bem servida e que não acaba mais, todos os tipos de carne ao nosso alcance. Ah, quanta carne! Nossa medalha de prata vai para a Churrascaria Brasa dos Pampas, que já foi palco da primeira edição do Torneio “Gigantes do Rodízio”.

Serpa, grande apreciador da arte do churrasco – exclusivamente da parte que se trata de comer, diga-se de passagem –, só reclama que o horário de almoço é muito curto para que o restaurante seja devidamente contemplado. Vão aí os quesitos que levaram à escolha:
1- Assim como a Vivenda da Mamma, foge do valor do vale, mas compensa pelo custo-benefício. É mais uma prova de que estamos precisando urgente de um vale mais generoso.
2- A carne é bem feita e saborosa. Deixamos aqui nossos parabéns ao churrasqueiro.
3- Mesmo para a Baunilha, que segue uma vibe um pouco mais natureba, a churrascaria oferece um belo buffet de saladas.
4-As guarnições também são muito justas: arroz, batata frita, polenta, pasteizinhos, farofa, mandioca, arroz carreteiro, banana à milanesa... É bastante coisa!
5- Não é em qualquer lugar que se encontra um rodízio a esse preço.
A churrascaria só tem alguns poréns: é preciso escolher bem o lugar onde vai sentar, ou dificilmente você verá a cara da picanha – hoje foi nosso dia de azar; o colesterol pode ser preocupante para alguns; a saudade que o almoço deixa pela tarde inteira, nos obrigando a ficar apenas lambendo os lábios.
Serviço:
Churrascaria Brasa dos Pampas
R. Arizona, 1260
Tel.: 5505-0017
Rodízio (R$ 13,90 para homens, R$ 12,90 para mulheres)
Viva la Mamma!
postado em 30/05/07 ::: 0 comentários ::: permalink

Ser estagiário e adentrar ao competitivo mercado de trabalho nos priva, muitas vezes, de saborear a deliciosa comidinha da mamãe. Foi com esse sentimento de nostalgia e levados por um apego a um local mais familiar (nem que seja apenas pelo nome) que os estagiários voltaram à Vivenda da Mamma, iniciando assim o "Top 3: The Best of Vale 9 Conto". Para fechar a Semana Valeless-Mainstream já com cicatrizes na conta, eles decidiram relembrar os melhores restaurantes da gloriosa região do Brooklin. E o terceiro lugar foi unânime: la "Vivenda da Mamma".
Após um sério debate sobre o assunto, decidiram sobre alguns critérios aplicados na escolha.
1- Mesmo fugindo do valor do Vale (no caso, 9 Conto), a Mamma foi contemplada pelo incrível custo-benefício. Um pouco mais caro, porém com uma qualidade e variedade superior à maioria dos kilos e pfs da região.
2- Como toda Mamma, uma boa macarronada ao gosto do cliente, todos os dias.
3- Mesas. É incrível, mas esse foi dos critérios avaliados. Ainda que sempre cheio, o restaurante sempre conta com uma ou outra mesa vaga, aguardando os estagiários.
4- A curiosidade. De descobrir quem é a Mamma.
Nas palavras dos estagiários: "Vivenda da Mamma é como um delicioso almoço de domingo, com a diferença que temos que voltar ao trabalho depois".
E para o Yayá só faltou o guardanapo preso no pescoço e o beijinho da mamãe para se sentir em casa.

Serviço:
Vivenda da Mama
Rua José Otaviano Soares, 33
Tel.: (11)5507-2734
“Coma até explodir” (R$ 10,90)
Lenda Urbana
postado em 29/05/07 ::: 6 comentários ::: permalink
A trupe estagiária está vivendo uma semana valeless um tanto quanto atípica. É que os integrantes insistem em freqüentar aqueles mainstreams dedicados aos engravatados do Brooklin, não dando muita atenção aos botecos, padarias, carrinhos de hot-dog, entre outros locais destinados à nossa classe.

No almoço de hoje fomos desbravar um restaurante nunca visitado antes. Comida boa – apesar do preço e da falta de vale –, variedade de saladas e de misturas e, principalmente, uma deliciosa gelatina grátis como sobremesa.

Todos quase satisfeitos, já que tivemos que pegar menor quantidade de comida, fomos ao caixa promover mais um buraquinho em nossa conta bancária. Pegamos o caminho da roça e passamos em frente a outro mainstream muito conhecido pelas quebradas da região. Em frente, havia uma bela e chamativa motocicleta estacionada.

Reza a lenda que a tal moto pertence a nada mais, nada menos do que ao grande e idolatrado Serginho Malandro (Hááá – Glú Glú Glú Glú). Tentamos espichar os olhos para dentro do restaurante. Em vão.
Mas não desistiremos. Continuaremos incansavelmente nossa caçada ao ilustre humorista. Caso alguém se depare com essa grande figura na hora do almoço, por gentileza, nos avise.
Serviço:
Kilo Certo Zufinha
R. Heinrich Hertz, 20
Telefone: (11) 5103-0127
Por quilo (R$ 19,50)
E aí, tâmo nessas carne?
postado em 28/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Hoje fez um solzinho e decidimos que procuraríamos um lugar novo para comer. Seguimos por caminhos já conhecidos, mas no rumo de um estabelecimento ainda não desbravado. Passamos pelos mainstreams, passamos pelo vegetariano, e continuamos nossa jornada até que encontramos um tímido restaurante que nos agradou. Os pedreiros parados na porta de entrada foram o sinal de que ali encontraríamos comida sincera e barata.
No mais justo sistema “coma até explodir”, o pequeno restaurante ainda oferecia a opção de grill com apenas mais um real. Era exatamente o que precisávamos, ainda mais com as más lembranças de Serpa quanto ao vegetariano que acabáramos de cruzar. Pratos lotados e com direito a repeteco, por onde passou muita picanha, cupim, medalhão de frango e lingüiça. E tudo estaria dentro de vale, se ainda houvesse algum neste fatídico fim de mês.
Serviço:
Status Restaurante
R. Flórida, 1412
Coma até explodir c/ grill (R$7,90 homens, R$6,90 mulheres)
Só para baixinhos
postado em 25/05/07 ::: 5 comentários ::: permalink
Já sem um tostão sequer no vale, a trupe estagiária decidiu – acreditem – comer num daqueles shoppings da região que não possuem mesas e cadeiras para estagiários, secretárias e office boys, que são obrigados a ficar plantados aguardando uma vaguinha. Bom, após termos avançado a etapa da espera por um lugar, fomos ao pedido.
A comida ficou pronta rapidamente, atendimento satisfatório, boa variedade de pratos com camarão e, apesar de ser um restaurante de shopping, o rango nem causou um rombo em nossa conta bancária, já que semana valeless reina entre nós. Até aí, só alegria.
Baunilha, esbanjando requinte, pediu um prato VIP, que parecia ser bastante apetitoso e justo.

Ela só não esperava ser alvo de chacotas e graçinhas do rapaz que a servira. Pensando que Baunilha fosse uma simples criança, graças à baixa estatura dela, o garçom resolveu presenteá-la com inofensivos e delicados talheres de plástico, enquanto o resto da turma ficou com os tradicionais de inox.

Afinal, aprendemos desde o jardim de infância que criancinhas não podem mexer com tesoura com ponta, facas e afins sem a supervisão dos respectivos pais.
Serviço:
Vivenda do Camarão
Av. das Nações Unidas, 12.551 – Loja 123
Pratos-feitos (a partir de R$ 10,90)
Tudo dentro da normalidade
postado em 24/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Em mais um dia frio aqui na região da Berrini, em que o ânimo aventureiro de se embrenhar pelas quebradas cai junto com a temperatura ambiente, a nossa trupe resolveu experimentar um restaurante bem próximo, porém nunca antes visitado. Cara de luxuoso, buffet por quilo, pratos de mainstrem e comida justa. O que nos atraiu foi uma placa de gasto máximo (R$ 11,90), mas ninguém hoje aparentava ânimo para comer até explodir. Na saída, havia ainda um gostoso café expresso de cortesia, para reaquecer o corpo e o ânimo, afinal, depois do almoço ainda tem expediente, não é mesmo?
Pauta de conversas: amenidades, mas com um fundo de temor. É a semana que vai chegando ao fim, anunciando o Valeless.
Serviço:
Mama Luna
Av. Engº Luís Carlos Berrini, 1175
Por quilo (R$ 20,90, máximo R$ 11,90)
Très chic!
postado em 23/05/07 ::: 1 comentários ::: permalink

Vai chegando o fim do mês e a trupe estagiária já está sem vale. Para piorar, a chuva tira todo o pique de perambular pela região em busca de um almoço barato e justo. Com o friozinho de hoje, a turma resolveu pular a refeição e partir direto para o cafezinho, ótima bebida para elevar nossa temperatura corporal. E num mês que foi caracterizado pelo gastos excessivos, os estagiários cometeram o seu último pecado: foram ao mais mainstream dos caffes da Berrini – a Kopenhagen.
A porta fechada foi a primeira evidência de que aquele lugar não era para nós, simples estagiários. Definitivamente, este estabelecimento era reduto apenas para o alto clero das grandes empresas do Brooklin. Mas mesmo sob os olhares reprovadores dos engravatados que freqüentam o local, os estagiários criaram coragem, estufaram o peito e – com jeito, claro – empurraram a maçaneta dourada com o símbolo da loja.
Dentro do recinto, era notável a evidente disparidade entre os botecos em que costumamos almoçar, decorados com azulejos amarelados e rachados, e o mármore que percorria todo o café. Mas apesar da aparência requintada, até que não foi tão caro: um capuccino grande com deliciosas raspas de chocolate e um biscuit saiu por R$7,00. Se os estagiários tivessem conseguido fazer durar o vale, ainda sobraria o suficiente para completar o almoço com um dogão de R$1,30 – por mais incoerente que a combinação possa parecer.
Serviço:
Kopenhagen
Rua Flórida, 1779
Café e chocolates
E em dia de chuva...
postado em 22/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Na falta de luz e tempos de valeless, temos que nos virar: almoçar água da chuva é a solução.
Cartão de fidelidade: uma ótica analítica
postado em 21/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Seguindo a dica de uma leitora, fomos a um restaurante já citado aqui pela sua cultura de marketing de boteco para focar a nossa análise empírica em um único corpus: o cartão de fidelidade.
Para tanto, chegamos ao estabelecimento, fizemos aquele pratão, comemos bem, levamos mais um prejuízo para o vale... Tudo ok até aqui.
Ao chegarmos ao caixa, pedimos o cartão de fidelidade do local:

Segundo ele, você ganha 20% de desconto na quinta refeição.
Fazendo as contas, cinco refeições dos ogros do Vale 9 conto seriam algo em torno de 15 reais cada uma. Até a quinta refeição, gastaríamos 75 reais, mas teríamos 20% de desconto na última refeição, o que deixaria o gasto final em 72 reais em uma semana.
Não preciso dizer que gastando assim, acabamos com o nosso valioso vale em apenas 2 semanas.
Aí você pode perguntar: “Mas e se vocês gastassem os 9 conto da quota, direitinho, todos os dias, por lá?”
Voltemos às contas. Em quatro refeições no mês, teríamos um desconto de 20%: R$1,80 em cada refeição premiada, R$ 7,20 no total.
Conclusão: com este plano de fidelidade, não conseguimos ganhar nem uma refeição de R$ 9,00 até o fim do mês.
Para falar a verdade, com R$ 7,20, mal conseguimos pagar um outro almoço aqui pelas quebradas do Brooklin.
A tática para nos tornar fiéis até chama a atenção, mas nada como oferecer comida de graça, sem rodeios!
Serviço:
Joe´s Restaurant
Rua Sansão Alves dos Santos, 153
Telefone: (11) 5506-1216
Por quilo (R$17,90)
Encerrando uma semana em que só deu boteco
postado em 18/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Todo aquele abuso que cometemos durante as primeiras semanas de maio foi quase compensado com uma semana inteira de botequinhos, PFs sinceros e comida humilde, como você pôde conferir.
Na aventura de hoje, seguimos os conselhos de um amigo da Baunilha sobre um local aqui pelas quebradas do Brooklin. Atendimento fast-food: ao chegarmos, antes mesmo de colocar o cardápio na mesa, o garçom, no meio da correria, perguntou: “parmegiana, né?” Acabamos pedindo um para cada membro estagiário. Enquanto comíamos, reparamos em outros aspectos do estabelecimento que foram levantados por este amigo da Baunilha: o dono do local mantém as comandas perto de uma caixa registradora antiga, que dá um charme ao local no pior momento do almoço, que é pagar a conta. Além disso, ainda segundo o amigo, o dono se parece com o Chuck Norris.
Tudo isso nos deu base para listá-lo aqui no Vale 9 conto como “Chuck´s” (“Chuck” pelo dono, “´s” pelo serviço fast-food) até descobrirmos o nome-fantasia correto. Sabe como é: em tempos de lei do Kassab, restaurante que não tem cartão de visita fica no anonimato.
O prato era bem servido, dentro da quota (R$ 8,00). Foi somente no fim do almoço que Yayá descobriu que poderia ter pedido a mesma porção num marmitex, pagando apenas R$ 6,00. Tudo bem, fica para a próxima ou para a famigerada Semana Valeless, que já se aproxima dos jovens empreendedores do underground alimentício.
Serviço:
Chuck´s
Av. Nova Independência, 293
Prato-feito (R$ 8,00) e marmitex (R$ 6,00)
Tomates gigantes!
postado em 17/05/07 ::: 3 comentários ::: permalink

Procurando novos ares, resolvemos andar um pouco mais que o habitual hoje. Seguimos pela Berrini rumo a restaurantes nunca dantes adentrados. Depois de recusar um buffet árabe que batia na casa dos 25 reais por pessoa, encontramos um pequeno e simpático estabelecimento de esquina, que nos oferecia o irresistível “coma até explodir”.
De início, ficamos receosos com o aviso “desperdício no prato será cobrado por quilo”, mas a comida parecia justa e sincera – até mesmo os tomates mutantes que tinham o dobro do tamanho comum. No fim das contas, um almoço comum e dentro do vale. A prova de que ainda existem restaurantes a ser desbravados na direção da Av. dos Bandeirantes.
Serviço
Bronks Lancheteria
Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 773
“Coma até explodir” (R$7,00) ou no quilo (R$14,90)
Apertem os cintos! O cozinheiro sumiu! (parte 2)
postado em 16/05/07 ::: 3 comentários ::: permalink

O botequinho de ontem fica ao lado de um outro, que resolvemos visitar hoje. Ao entrarmos, notamos um ambiente diferente, mas pratos muito parecidos nas mesas. Checamos o cardápio e, para a nossa surpresa, descobrimos que ali também era um “Princesinha do Brooklin”.
Mas como? Resolvemos então chamar um garçom. Ele parecia ter mais anos de casa que o de ontem, e por isso conseguiu nos explicar que eram todos do mesmo dono, sendo que o que visitamos ontem era, na verdade, a área de por-quilo da “rede”, chamado “Grill da Alabama”. O verdadeiro, o original, o “Princesinha do Brooklin” de raiz, 100% Zé Prata, era o que conhecemos hoje. Com cozinheiro, com bom atendimento, com comida justa (nada como ontem, mas ainda assim, muito bem servido).
E por falar em Zé Prata, soubemos também nesta visita que é ele, o próprio e em 100%, que fica atrás do caixa cobrando as comandas. Tudo isso sintonizado num desses programas de debate esportivo e ao som da banda Calipso.
Serviço:
Princesinha do Brooklin
Rua Arizona, 1493
Tel.: 5505-1859
Pratos-feitos (a partir de R$ 6,50)
Apertem os cintos! O cozinheiro sumiu!
postado em 15/05/07 ::: 12 comentários ::: permalink
Percorremos as quebradas do Brooklin em busca de um novo boteco, com novos e desafiantes PFs.
Encontramos um que nos pareceu simpático. Parecia cheio, mas alguém no balcão garantiu que teríamos uma mesa.
Ambiente botequeiro, sem dúvidas. Mas ao subirmos as escadas para um outro salão, nos deparamos com pratos e um buffet por quilo. Perguntamos se o restaurante era o mesmo do andar inferior e o atendente disse que sim.
Notamos uma televisão ligada num desses programas de debate esportivo. Concluímos que ainda era um estabelecimento humilde, reservado aos estagiários, pedreiros, office-boys e secretárias de plantão.

Notamos também um estranho exemplar de marketing de boteco no cardápio: quem seria o tal de Zé Prata?

Passado o estranhamento inicial, começou a aventura.
Sentamos, olhamos o cardápio e todos nós pedimos o prato do dia: strogonoff de frango. O garçom pegou o pedido e voltou 10 minutos depois:
– Não tem strogonoff.
Olhamos mais um pouco. Acabamos decidindo pelos pratos comerciais. Quando perguntamos ao garçom sobre os acompanhamentos do prato, ele respondeu:
– Não sei. A gente só pede e depois a gente passa lá e pega o prato pronto.
Decidimos confiar apenas no que o cardápio dizia e depois meia hora de almoço e nada de pratos, o garçom volta e diz ao Rafa:
– Não tem filé de peixe.
A essa altura do campeonato, já nos contorcíamos de fome. Pedimos qualquer coisa e batatas extras. O tempo passou, passou e passou até que o garçom voltou com o prato de Serpa.

Vimos que o garçom trouxe todos os acompanhamentos possíveis e imagináveis, o que é impraticável na política do prato comercial de R$ 6,50: tinha arroz, feijão, maionese, ovo frito e bife em porções cavalares. (o cardápio não falava nada sobre batatas-fritas, então achávamos se tratar da tal porção extra que pedimos).
O garçom voltou ainda umas 4 vezes à nossa mesa para confirmar os outros pedidos: “comerciais, veio!”
– Hoje ta confuso! – dasabafou o trabalhador gastronômico – O cozinheiro não veio.
O quê?
O cozinheiro sumiu! E quem cozinhou então? Discutimos e haviam duas linhas distintas de pensamento: os cientificistas tentavam explicar que a teoria da abiogênese demonstrava como um punhado de hidrogênio, amônia, metano e água sob forte descarga elétrica daria origem à comida; e os criacionistas defendiam que Deus disse “faça-se o prato feito completo e gostoso”, num gesto de amor aos estagiários.
Nada muito conclusivo, mas quando o confuso rapaz trouxe outros exemplares cavalares de PF e mais um balde de batatas fritas extras, cobrando módicos R$ 6,50 de cada integrante da trupe, até esquecemos das teorias e de que o nosso horário de almoço já havia acabado. Apenas comemos. Comemos demais.
Se você vai aproveitar a dica do Vale 9 conto de hoje, não esqueça de perguntar se o cozinheiro já voltou.
Serviço:
Princesinha do Brooklin
Rua Arizona, 1493
Tel.: 5505-1859
Pratos-feitos (a partir de R$ 6,50)
De volta à rotina
postado em 14/05/07 ::: 1 comentários ::: permalink

Com os abusos da trupe estagiária neste começo de mês, o vale está ficando mais curto. Chega de sanduíches chiques e competições na churrascaria, é hora de voltar ao bom e velho circuito dos botecos da Berrini. Comida justa e sincera, e que cabe na cota diária de vale. Nada como voltar a sentir o característico cheiro de gordura queimada e assistir aos melhores momentos do futebol na TV de 14 polegadas, acompanhados de outros estagiários, motoqueiros e secretárias. Agora é o que nos resta para tentar fazer o vale durar até pelo menos o dia 20. Os filhos pródigos à casa tornam.
Serviço
Pires Lanchonete
Av. Eng. Luís Carlos Berrini, 1177
Prato feito (a partir de R$6,00)
Gigantes do Rodízio
postado em 11/05/07 ::: 6 comentários ::: permalink

Com o vale completamente comprometido neste mês, a trupe estagiária decidiu começar a se divertir. Numa simpática churrascaria, realizaram o I Torneio “Gigantes do Rodízio” da categoria estagiária, dentro da modalidade competição por tempo. As regras eram as seguintes:
- Os competidores deveriam comer por uma hora, ininterruptamente.
- As únicas pausas autorizadas eram: beber refrigerante, pegar mais comida e pedir mais comida para o garçom.
- Ao término de uma hora, se ainda haver necessidade de competição, passa a valer uma competição “pedaço a pedaço”: o que um comer, o outro deve comer também. Uma espécie de disputa de pênaltis.
As garotas apontavam Yayá como grande favorito. Serpa já demonstrou seu talento para o jogo em outras oportunidades e Rafa corria como azarão. Mas como o Gigantes do Rodízio é uma caixinha de surpresas, Rafa abocanhou o título com maestria, desbancando Yayá na última picanha. Veja os resultados:

1° - Rafa – 1 hora + 2 espetos de coração + uma picanha
2º - Yayá – 1 hora + 2 espetos de coração
3º - Serpa – 1 hora
Parabéns a todos pelo esforço!
Serviço:
Churrascaria Brasa dos Pampas
R. Arizona, 1260
Tel.: 5505-0017
Rodízio (R$ 13,90 para homens, R$ 12,90 para mulheres)
Doces e queijos na feirinha
postado em 10/05/07 ::: 2 comentários ::: permalink

Andávamos aqui pelas quebradas do Brooklin quando reparamos que havia uma feirinha de artesanato. Entramos, vimos os panos, as miçangas, os colares, enfim, tudo o que interessava à Baunilha. No fim do passeio, avistamos uma barraquinha de queijos e doces! Tudo com uma cara muito boa. Conversamos um pouco, experimentamos os queijos, os doces e, no final, resolvermos levar os doces de leite (já que a Baunilha acha que doce é almoço). Gasto: R$ 7,00, divididos entre os 5 membros da trupe.
O mais importante foi ficar ali, degustando os queijos (que iremos voltar para comprar, pode ter certeza!), ao ar livre, comendo os doces. Apesar de não ser uma alimentação saudável, o dia fez bem ao vale e deu um sabor a mais para os dias valeless, em que só comíamos luz.
Serviço:
Feira de Artesanato
Todas as quintas feiras, na praça existente no cruzamento da Rua Flórida com a Rua Nova Independência
E quanto custa o sanduíche sem o ouro?
postado em 09/05/07 ::: 18 comentários ::: permalink

Alguns leitores andam escrevendo e-mails e comentários revoltados com a finesse e com o preço alto dos pratos ingeridos pela Trupe Vale 9 conto.
Se você é um deles, pode ficar tranqüilo: o vale está acabando tão rápido que teremos que comer torresmo peludo e ovo rosa por um bom tempo.
Enquanto este dia não chega, fomos a mais um paraíso gastronômico que é “simplesmente um luxo”. A Baunilha (julgada e considerada culpada pelos nossos gastos exorbitantes neste mês) há muito tempo tentava nos convencer que um almoço neste lugar, apesar de valer 3 quotas diárias de vale, seria ótimo.
O sanduíche é cheio de frescuras, mas realmente gostoso. Você pode escolher 3 recheios entre opções chiquérrimas: molho de mostarda com mel, salmão defumado, shimeji, frango temperado com especiarias da Índia (isso chamava muita atenção na época da Expansão Marítima), queijo brie e outras tantas. Vimos que havia batata-palha disponível, mas quem pensaria em batata-palha como um dos recheios de um sanduíche de R$ 17,90 e com todas as outras opções citadas?
Cada ingrediente, segundo a casa, é muito especial, tornando os sanduíches, saladas e sopas artigos únicos e blablablablabla (leia o cartaz abaixo).

Valeu também como gasto a sobremesa. Yayá pediu um café e Serpa, um cookie, só para poder dizer neste blog que “comer cookie é bom.”

Serviço:
NycNyc
Av. Eng. Luís Carlos Berrini, 1444
Tel.: 5507-4135
Sanduíches (R$ 17,90), saladas (R$ 12,90) e sopas (a partir de R$ 7,90)
É de graça mesmo?
postado em 09/05/07 ::: 5 comentários ::: permalink

Vocês devem se lembrar do simpático restaurante que oferecia fruta grátis (e também gelatina). Daquela vez, fizemos algumas sugestões sobre o que mais deveria ser oferecido gratuitamente. E hoje, a trupe estagiária ficou particularmente atraída com o marketing de boteco apresentado pelo mesmo estabelecimento.

Logo que saímos da Espalhe, fomos surpreendidos por esse aviso na rua e pensamos: “Se comida barata já nos agrada, como resistir a um lugar que também oferece amor e carinho?”. Quem dera. O beijinho era o doce mesmo. Mas tudo bem, sobremesa grátis é quase tão bom quanto ganhar uns beijinhos...
O prato feito do local era justo e barato, mesmo com o acréscimo de 90 centavos pela adição de feijão – com o adicional do refrigerante, ainda conseguimos ficar dentro do vale. Comida gostosa e sincera, com a vantagem de ficar bem perto da agência. E ainda estamos esperando o dia em que veremos a placa “O cozinheiro ficou louco: hoje tudo grátis!”.
Serviço:
Rosa Pimenta
Rua Geraldo Flausino Gomes, 134
Comercial (R$ 5,90), Por quilo (R$ 17,90, pagando no máximo R$ 9,40)
Ó padarias, quantos dos teus locais são de senhores de Portugal!
postado em 07/05/07 ::: 8 comentários ::: permalink

Talvez tenha sido a vontade de curtir uma festança que nos levou a uma padaria no almoço de hoje. Chegamos e fomos recebidos por uma faixa orgulhosa: Portuguesa, campeã da segunda divisão do Campeonato Paulista de 2007. Padeiros em festa, clientela feliz. Sentamos e pedimos os PFs da casa, que se mostraram bem-servidos, capazes de sustentar duas Baunilhas, por exemplo. O preço, entre R$ 10,00 e R$ 12,00 sem contar o refrigerante, foi considerado salgado, mas os pães fresquinhos oferecidos como guarnição e a própria comida não deixaram nada a desejar. Apenas sentimos falta de vinhos, queijos, bacalhoada e tudo o que uma festa em homenagem à gloriosa Associação Portuguesa de Desportos merece. Quer dizer, até tinha tudo isso no cardápio, mas será que nem numa ocasião tão importante como a já citada rola uma boca-livre?
Piadinhas à parte, parabéns à Portuguesa e aos padeiros pela volta à elite do futebol paulista.
Serviço:
Boutique de pães Leiriense
Av. Pe. Antônio José dos Santos, 1716
Tel.: 5506-2361 e 5506-8559
Pratos executivos (a partir de R$ 8,50)
Viagem ao centro da Terra
postado em 04/05/07 ::: 4 comentários ::: permalink

Vez ou outra, nós não entramos em consenso sobre o restaurante de jeito nenhum. Quando isso acontece, corremos para o shopping ali naquele conjunto empresarial onde o Bush ficou hospedado. Uma maravilhosa praça de alimentação nos aguarda com imensas filas, poucas mesas vagas e um mar de engravatados. É interessante porque, na maior parte das vezes, optamos pelo fast-food. Mas, vez ou outra, como o Dennão fez na foto, pegamos uma refeição balanceada de algum restaurante de alguma franquia famosa. O lugar conta também com uma série de bistrôs com preço muito acima do padrão do mainstream que (ainda) não são para o nosso bico.
Sobre a comida? Bom, depende de cada rede. No caso do prato da foto, Dennão afirmou que estava “no ponto”, com o sabor exato de que precisava para gostar: carne ok, batatas ok, paezinhos ok, arroz com moda ok e salada ok também. Geralmente, o fast-food é ok. E ponto.
O que incomoda no shopping é a necessidade de descer até o 2º subsolo para achar a praça de alimentação. Nesse “rolê” rumo ao centro da Terra, de claridade artificial e refeições industriais, sentimos um clima diferente dos botequinhos que tanto amamos. Claro que de vez em quando é até fascinante, mas ainda não descartamos a luz do sol do nosso dia-a-dia e até estranhamos o fato de que cada um de nós da trupe estagiária conhece pelo menos uma pessoa que almoça lá todos os dias.
Serviço:
Bon Grillé
Av. das Nações Unidas, 12555, Piso Boulevard, Loja 128
Telefone: 3043-9466
Pratos individuais (a partir de R$ 12,00)
A luz das velas indica: a pindaíba pode chegar mais cedo
postado em 03/05/07 ::: 4 comentários ::: permalink

Yayá aceitou o convite para ir almoçar com as meninas da Fan, a empresa-irmã da Espalhe, já que o resto da trupe estagiária saiu para almoçar em outro horário. Moças não-estagiárias, elas escolheram um point simpático (e não tão bem iluminado) do mainstream alimentício da região (também não tem o prato oval, mas conta com um chiquérrimo sistema eletrônico de comandas), já que a quantidade ingerida per capita beira a quantidade de um antepasto. Yayá até tentou se controlar: pegou bastante salada, coisa que não pesa no preço. Contudo, ele cobriu tudo com um bife à parmegiana e com strogonoff de frango. Aí, a sua agonia aumentava à medida que a casa das centenas de gramas mostrava números cada vez maiores.
Preço final apenas do prato: algo na casa dos R$ 17,00. Será que a chefia o libera para bandejar por uma semana para cobrir o rombo na quota do vale?
Ao fim do almoço, as meninas reclamaram da iluminação do local, do azeite que era óleo, do strogonoff que pesou demais na conta, etc. Yayá só conseguia pensar no que seria do fim do mês. Algo lhe dizia que a Semana Valeless poderá virar uma quinzena. Ó céus!
Serviço:
O Galpão
Rua Arizona, 1391
Tel.: 5507-7874
Por quilo (R$ 25,90)
Iniciando o mês em alto estilo
postado em 02/05/07 ::: 5 comentários ::: permalink

Cansados de não comer quase nada durante a semana passada, momento em que chegaram a fazer um apelo emocionado a quem pudesse ajudar, a trupe estagiária decidiu se valorizar, apesar do rombo na quota do vale para tanto: foram comer num bistrô recheado de engravatados-chefes, engravatados-diretores e engravatados-chefões. Lugar com clima de barzinho da Vila Madalena, que nos chamou pelo preço (é, era salgado: prato do dia na casa dos R$ 15,00) e pelo formato do prato, que nos fez chegar a uma nova conclusão: redondo é popular, oval é mainstream e quadrado é “simplesmente um luxo!”
Prato justo e gostoso (filet de verdade, que não pesou na digestão depois), mas fora do nosso alcance diário. Já que estávamos pagando caro mesmo, nos entupimos de pãezinhos com manteiga:

E ainda aproveitamos a lousinha de pratos do dia para deixar um merchan:

Serviço:
Santa Clara Bar e Restaurante
Rua André Ampere, 215
Tel.: 5507-4125
Pratos individuais (a partir de R$ 14,90)
