Especialista em quitutes paulistanos

postado em 10/04/07 ::: 14 comentários ::: permalink

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A Vejinha publicou uma matéria de capa com 40 dicas para se comer pagando menos do que 10 reais em São Paulo. A chefia se interessou pelo assunto e mostrou a revista ao especialista em quitutes paulistanos da agência, o Yayá. Ao ver a revista, o intrépido estagiário da trupe soltou um “conheço alguns desses: os mais humildes.” e tratou de fazer a sua análise sobre a questão mais importante para este blog: afinal, dá para ficar saciado se seguirmos as recomendações da revista? Com a palavra, Yayá:

Pastel de Carne da Barraca do Zé – Sinceramente, pastéis são uma boa pedida. Mas não sei se apenas um pastel de carne sustenta o estagiário por toda a tarde, por melhor recheado que seja. Eu sugeriria no mínimo 2 pastéis e um caldo de cana, o que daria uns R$ 6,00. Agora, se for um pastel exorbitantemente grande, como o vendido no trevo de Bertioga, dá para pensar em comer apenas um.

Croissant de queijo e presunto da Salgaderia – Sou fã desse lugar! Um dos melhores mata-larica após a balada, com certeza! O público que o freqüenta o conhece por uma série de nomes (fabriquinha, fantástica fábrica de salgados, salgadão, etc.), exceto pelo nome de verdade do lugar. Agora, uma coisa é certa: são necessários uns 3 salgados para que o lanchinho se torne um almoço. Ainda assim, o preço dos salgados impressiona: deliciosas coxinhas e risoles por apenas R$ 1,00 cada.

Guioza da barraquinha da família Nakamura – O acepipe é muito gostoso. Eu já conheço os guiozas há muito tempo, e o desta barraquinha é muito bem feito, grande e recheado, apesar de eu apreciar mais uma porção de guiozas menores, como tradicionalmente a iguaria é servida. Se comer uns 2, dá para almoçar bem. O problema é que ele está descartado do almoço executivo, pois a barraquinha só está lá aos sábados e domingos.

Empada de palmito do Rancho da Empada – Gostoso. Mas eu adorava o Rancho da Empada quando ele era mais roots, sendo apenas uma Kombi adaptada em um terreno na Sena Madureira que vendia de fato a melhor empada de São Paulo. Para se transformar em almoço, são necessárias umas 4 empadas, o que estoura a nossa quota.

Pão de mel de licor da Munik – É gostoso. Mas doce não é almoço!

Pedaço de pizza toscana da Real Pizzaria – Pizzaria? Eu sempre achei que aquilo era uma padaria. Enfim. Pedaços de pizza são muito gostosos, de fato. Para se transformar em refeição, no mínimo 2 pedaços, que custariam R$ 6,00 nesta “pizzaria”.

Kare pan da Bakery Itiriki – Este salgado é sublime! Mas não sei se o recheio, um kare (receita de sopa japonesa) adaptado ao gosto do paulistano (portanto, menos picante) agrada a todos. Eu adoro! E ele sustenta: um salgado pode até ser pouco para o almoço, mas 2 serão demais.

Coxinha do Frangó – Outro item indispensável para um bom conhecedor dos quitutes paulistanos. O problema é que as coxinhas de lá pedem cerveja. E com cerveja, o meu rendimento no trabalho poderia cair demais, o que seria inaceitável. (Acho que usando o termo “inaceitável” eu consigo uns pontos com a chefia...)

Empanada de carne do Empanadas – Outro quitute delicioso. O problema é que, assim como a coxinha do Frangó, as empanadas pedem muita cerveja. É sempre bom manter o corporativismo sóbrio. (E mais pontos com a chefia!)

Cachorro-quente do Super Hot-Dog – Cachorro-quente gostoso e sincero. Mas por R$ 4,00 lá dentro da USP dá para fazer um banquete. Dá para comer um x-CRUSP (steak de frango, salada e maionese) na padaria que fica no CRUSP e ainda pedir um refrigerante, ou mesmo comer um “O campeão” e tomar um suco na barraca do famoso X-churrasco da ECA. É coisa de se embrenhar pelas quebradas da Cidade Universitária...

Sanduíche de pernil do Estadão – Talvez o primeiro da lista que sustente sozinho o almoço. Um sanduba sincero, delicioso. Vale a pena.

Mas... e aqui na Berrini?

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Aqui na Berrini, falta um lugar que tenha identidade pelo seu quitute. Quer dizer, eles até existem, mas não se enquadram nos custos até 10 reais da reportagem, tampouco nos 9 conto de nossa quota. Como a reportagem sugere também uma série de doceiras chiquérrimas ou tradicionais da cidade como opção de comida, vale a foto de uma bomba de chocolate deliciosa. O problema é que antes da sobremesa, tivemos o custo do almoço. Somando tudo, por aqui, a decisão deve ser a seguinte: ou quitute salgado, ou quitute doce ou quota estourada. Qual vai ser a sua?

Serviço:

Barraca do Zé
Praça Charles Miller, s/nº (Feira do Pacaembu)
Terças, quintas, sextas e sábados.

Salgaderia
Rua João Cachoeira, 856, sobreloja - Itaim Bibi
Tel.: 3078-4889.

Barraquinha da família Nakamura
Praça da Liberdade, s/nº - Liberdade
Sábados e domingos

Rancho da Empada
Rua Sena Madureira, 557 - Vila Clementino (mais 6 endereços)
Tel.: 5579-5330

Munik
Avenida Leôncio de Magalhães, 1658 - Jardim São Paulo (mais 8 endereços)
Tel.: 6281-0000

Real Pizzaria
Avenida Professor Alfonso Bovero, 2 – Sumaré
Tel.: 3862-7864

Bakery Itiriki
Rua dos Estudantes, 24 - Liberdade
Tel.: 3277-4939

Frangó
Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168 - Freguesia do Ó
Tel.: 3932-4818

Empanadas Bar
Rua Wisard, 489 - Vila Madalena
Tel.: 3032-2116

Super Hot-Dog
Rua do Estádio, Travessa C, Cidade Universitária

Bar do Estadão
Viaduto 9 de Julho, 193 – Centro
Tel.: 3257-7121

Doceira Paiol
Rua Flórida, 1602 – Brooklin
Tel: 5505-2706

 

 

 

 

 

comentários

Yassuda parece minha mãe falando. Doce pode muito bem ser um almoço sim...

comentado por: Baunilha | 10 de abril de 2007, às 4:19 PM

 

Ow, o Hervi tá na lista? É o cara dos sanduíches de pão de erva na Mourato, do lado de casa! É maaaster bom! Recomendo!

comentado por: cassita | 10 de abril de 2007, às 4:23 PM

 

Doce=Refeição ???? será mesmo?
vale uma enquete....

ahh.. e a fabriquinha já foi muito melhor... agora tem salgados que custam mais de 1real... e a qualidade caiu... bom era na época em que ficavam todos em cima de um mesão.... nada de estufas!!

Não tinha o BlackDog na lista?

comentado por: Paulo Filho | 10 de abril de 2007, às 4:27 PM

 

Ow Baunilha, doce quebra um galhão em almoços meio apertados ou no caso de larica de doces, mas a longo prazo não sustenta. Eu tenho experiência pessoal de que doce é sinônimo de ataque mais pro meio da tarde a algum quitute perdido.

E salve Luiz! Gostei dos comentários das sugestões. Pô, guiozas que alimentam por um almoço? Como não conheci esse lugar antes???

Abrações e mantenham o bom trabalho!

comentado por: João | 10 de abril de 2007, às 4:31 PM

 

O campeão é realmente campeão. Mas descobri que na mesma barraquinha tem um pastel do tamanho de uma folha A4, uma verdadeira compilação de todos os ingredientes da barraca, cujo nome eu ainda não consegui compreender (por causa do sotaque da tia), e é mais barato que o campeão! Fica a dica. Mas como os cursos noturnos da eca são segregados gastronomicamente, tem horas em que a única saída é o hot dog de purê de batata com batata palha da Dona Hermínia.

comentado por: gabriel | 11 de abril de 2007, às 1:50 AM

 

Fantástica essa Vejinha, hein?
Eu tinha visto e tratei logo de comprá-la. Boa idéia vcs comentarem aqui.

Pra mim, o pastel ainda é a melhor pedida.

comentado por: Liliane | 11 de abril de 2007, às 10:26 AM

 

Aqui em Porto Alegre nós temos os famosos cachorros "morte-lenta", que com um copo (eu disse UM COPO) de refri, custa 3,50. E vem com duas salsichas ainda!

Porra, é luxo!!!

comentado por: Diogo | 11 de abril de 2007, às 11:45 AM

 

Alguém vai na festa da PIX??

comentado por: Paulo Filho | 11 de abril de 2007, às 2:13 PM

 

Parabéns pelas preciosidades e por ser muito bem escrito!
Acabei de conhecer vcs pelo Podcrer do Webinsider/10'Minutos...
Abrasss!! =)

comentado por: Leonardo Augusto Matsuda | 11 de abril de 2007, às 2:59 PM

 

Ja comi na Salgaderia após balada e não fui feliz, no outro dia acordei com o estômago ruim...

Mas vale ressaltar que foram 4 esfihas, 2 coxinhas e 3 pães de batata com catupiry :D

comentado por: Ricardo Barato | 11 de abril de 2007, às 5:11 PM

 

Aeh mano veio

Pela foto do YAYA o patrão dele pode suspende o vale 9 conto,o mano tem reserva pra um ano meu!!!!!!!!!!! Claro que é brincadeira,mais aeh mano dividi o vale comigo cara.
Agora uma recramasão, é a segunda veis que eu leio um tal acepipes,adonde que eu encontro essa iguaria? Ja falei até com a minha mãe, que é umaquituteira de mào cheia, e nem ela conhece.
Ela até chegou a me disser:
Pezão ve se te manca filho isso num deve ser pro seu bico,deve ser comida das estranja,saquei mãe deve ser coisa francesa,ingresa,até quem sabe das europa né.
Então YAYA me tira essa duvida cara
Um abrasso apertado só na mina da equipe, pros mano é tchau

comentado por: Gleidstone ( vulgo Pezão) | 11 de abril de 2007, às 6:52 PM

 

Olá, leio sempre os estudos de vocês, é o máximo... e hoje fui obrigada a comentar:
O pastel do trevo de Bertioga´vale um almoço, mas, ele sozinho sem refrigerante, já estoura a cota financeira...

comentado por: Samantha | 29 de abril de 2007, às 4:46 PM

 

A Real é pizzaria e padaria. A que fica BEM na esquina, é padoca. A do lado da banca, grudada na MTV, é pizzaria. Mas o dono é o mesmo, a cozinha é a mesma. Os ambiente são diferentes talvez para diferenciar isso e tal...

comentado por: Gabriel | 16 de maio de 2007, às 9:17 AM

 

Alguém sabe dizer afinal o que aconteceu com a barraca de Guioza da feira da Liberdade? Estamos orfãos, isso me enche de tristeza e o pior é que cada um fala uma coisa: o dono morreu, a prefietura caçou a licença... Afinal alguém sabe de alguma coisa???

comentado por: Christina | 25 de maio de 2008, às 10:05 PM

 

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