Vale um chimarrão, tchê!
postado em 30/04/07 ::: 1 comentários ::: permalink

Nossa leitora Drika disse que iria relatar a sua nova dieta, que deveria estar dentro do vale dela (de R$ 11,00).
Nós amargamos o último dia da Semana Valeless numa véspera de feriado sem um biscoitinho sequer e agora publicamos na íntegra a reportagem da moça (prato acima) e de seu companheiro de almoço Rafa (prato abaixo):

Então tá, conforme combinado, mando aí a primeira demonstração de força de vontade (devido ao meu regime) e com bons resultados... São 16:20 e eu ainda não estou morrendo de fome... já é um bom sinal. O meu pratinho módico de menina boazinha custou (pasmem) R$5,75 com um copinho de água. Já o Rafa (que decidiu me acompanhar nessa jornada, já que almoçamos sempre juntos) conseguiu um bom prato de massas coloridas e franguinhos grelhados, mais um copo de suco, por R$ 10,40. Fomos ao Bourbon da Ipiranga, fast-food que nem tão fast assim acaba sendo um lugar de vários lugares. =S
Tá. Hoje foi isso.

Parabéns à dupla por comer dentro do vale. Nós aguardamos ansiosamente o início do mês para voltar aos relatos, às aventuras e aos pratos fundos, afinal não estamos de regime.
Pastéis, caldo de cana e sobrevivendo
postado em 26/04/07 ::: 6 comentários ::: permalink

Dando seqüência ao período de sobrevivência no limite, os estagiários resolveram comer um snack rápido e saboroso, de preço acessível e justo: um pastel. Quer dizer, não apenas um pastel (provavelmente estaríamos com fome ainda), mas a idéia é que o almoço se baseasse apenas neles.
Tudo muito bom, entre sabores diversos pedidos. Para ajudar a descer, muita garapa geladinha. O rápido almoço ainda permitiu uma volta pela feira de artesanato que acontece todas as quintas-feiras em frente ao estabelecimento visitado hoje. E com a economia dos pastéis, deu até para comprar doce de leite mineiro como sobremesa para toda a agência.
A coisa mais interessante, segundo o Dennão e a Baunilha, é o fato do dono da pastelaria praticamente pedir para você não ir lá na sexta-feira. Todo mundo deixa para comer pastel no último dia da semana, mas os outros dias permanecem tranqüilos. Então, meu caro, faça como nós: coma pastel de quinta.
Serviço:
Casa do Pastel
Av. Nova Independência, 44
Tel.: 5505-8198
Pastéis (a partir de R$ 2,00), lanches e salgados
Aos cuidados da chefia do Visa Vale (vulgo cara da foto)
postado em 25/04/07 ::: 8 comentários ::: permalink

(imagem: Portal da Propaganda)
Exmo. Sr. Paulo Frossard,
Pedimos um minuto da sua atenção para a nossa causa tão digna.
Há quase dois meses, relatamos nossas aventuras diárias para nos alimentarmos com o nosso vale-refeição. Já passamos por botecos, bistrôs, botecos, por-quilos, botecos, churrascarias e outros estabelecimentos, encarando todo o tipo de iguaria sem frescura ou tempo ruim. Juntamos uma legião de esfomeados corporativos em torno deste site e a troca de experiências tem sido enriquecedora.
Durante esta semana, a última do mês, a nossa salvadora quota de vale acabou. Carinhosamente, apelidamos este período de Semana Valeless. Constatamos que, como nós, são muitos os garotos e garotas, jovens estagiários, secretárias, office-boys, auxiliares administrativos e afins que chegam ao fim do mês travando uma dura batalha contra a fome empresarial.
Tendo em vista o novo cargo que o senhor ocupa (lemos ontem neste site), gostaríamos de pedir algumas ações de relacionamento com este público que sofre, mas trata com carinho o vale. Não sabemos bem o que... Talvez um guia prático de como tornar o crédito eterno (algo como “passe o vale na máquina, aperte shift e depois segure o 3 por 5 segundos”), ou ainda um programa de milhagens, para acumularmos pontos por valor gasto e trocarmos por refeições grátis. São apenas sugestões ou alucinações de cinco garotos. Nós apenas queríamos que você soubesse.
Um grande abraço,
Trupe Vale 9 conto.
E o Serpa faz anos...
postado em 24/04/07 ::: 13 comentários ::: permalink

O Serpa fez aniversário no mês de abril. Por uma série de conjunturas astrais conspirando a favor dos estagiários, a área de RH aqui da agência decidiu cantar o tradicional “parabéns a você” agora que o mês caminha para o fim. E mês perto do fim significa Semana Valeless!
Pensamos: ora! Se vai ter boca livre na agência à tarde, não precisamos almoçar de fato. Assim fizemos e quando chegou a hora da festinha, mal conseguíamos nos conter. O que não faltou foi fotos de braços avançando em direção às coxinhas e enroladinhos.

Cantamos e demos os nossos votos de felicidade ao caro companheiro estagiário, que então cortou o bolo e distribuiu entre os companheiros de trabalho. E assim, sobrevivemos mais um dia.

Caldos, espetos e falta de tempo
postado em 23/04/07 ::: 8 comentários ::: permalink

Apesar de sempre querer ir a estabelecimentos caros ou nos fazer gastar o vale em alternativas alimentares esdrúxulas (leia-se: sem bife), há poucos meses Baunilha nos apresentou a um restaurante bastante simpático, e que acabou se tornando um dos preferidos do pessoal aqui da agência. Comida caseira, mesas de madeira, espetinho, farofa, polenta, arroz e salada. Tudo muito bem servido e por um preço satisfatório. E foi nesse clima de churrasco descontraído o almoço dessa segunda-feira da trupe de estagiários.
O local tem a característica de servir espetinhos em seu cardápio em vez da tradicional “mistura”. Ou tinha. Se antes o buffet tinha pouca salada e quase nenhuma carne, deixando como opção apenas os dois espetinhos por cliente, desta vez fomos agraciados com uma surpresa: aumentaram a mesa de saladas e mais comida foi adicionada ao buffet. Desta vez não faltaram almôndegas, frango e pernil. Isso além dos característicos espetinhos.
Aliás, mudanças também no sistema de servir os espetos. Antes era tudo servido no balcão, o que gerava uma enorme fila de pessoas em busca de seus dois pedaços de madeira com comida atravessada. Agora, o garçom leva a tábua de espetinhos até a mesa para o cliente escolher. Mais cômodo e melhor para todos, exceto para nosso amigo Yayá, que foi presenteado com toda a gordura da tábua derramada em sua calça por um garçom desastrado. Nada que muita água e sabão não resolvam. Ou um pedaço de pão e alguma paciência, que é pra não desperdiçar o caldo da carne.
Com as mudanças no buffet, Serpa aproveitou para encher seu prato, no mais justo sistema “coma até explodir”. Ele só não conseguiu pegar polenta, pois Baunilha estava à sua frente na fila e pegou os últimos 12 pedaços – como podemos ver na foto que ilustra o post. No entanto, o tempo sempre foi um grande inimigo de nosso companheiro, que mastiga bem a comida e não tem pressa no almoço (exatamente como mamãe ensinou). O “coma até explodir” foi substituído pelo “coma até acabar o tempo”, e quando faltava menos de um quarto do prato para terminar – o que equivale ao quanto a Baunilha consegue comer, e não é pouco! – o horário de almoço acabou, forçando Serpa a abandonar com dor no coração o resto da comida. Mas ele prometeu que vai iniciar uma campanha por 2 horas de almoço, que uma hora só não dá pra nada.
Serviço:
Spettus Restaurante
Rua Joel Carlos Borges, ao lado da estação de trem
"Coma até explodir" (R$ 9,90)
No estilo natureba... Mas, cadê o bife?
postado em 20/04/07 ::: 12 comentários ::: permalink

A Baunilha sempre nos atormentou com sugestões saudáveis. Tinha idéias de almoçar um açaí, um coco, uma verdurinha. Hoje, finalmente, ela conseguiu convencer a trupe toda a acompanhá-la num restaurante vegetariano aqui pelas quebradas do Brooklin.
Ao pegarmos o prato e nos dirigirmos ao buffet e até conversarmos com um leitor deste blog que nos identificou por lá, começou a estranheza: soja, sojinha, sojão, molho com soja, soja com molho... e muita verdura. Baunilha e Yayá, o intrépido oriental de araque acostumado com esses grãos populares no oriente, já trataram de ir enchendo o prato. Dennão, Rafa e principalmente Serpa se perguntavam: “cadê o bife?”
Descobrimos depois que não havia refrigerantes também. Além de vegetariano, o local é natureba.
Entre as atrações do restaurante, destaca-se o pastel de queijo com alho-poró e o suco à vontade. Tudo incluso no pacote.
Então foi assim, num sistema natureba “coma até explodir” de verduras, massas e soja regados com muito suco que a molecada comeu hoje, ainda que gastando “mais que nove”, segundo gritava o nosso feliz leitor!
Serviço:
Recanto Vegetariano
Rua Flórida, 1442
Tel.: 5506-8944
Site: http://www.recantovegetariano.com.br
Coma até explodir (R$ 14,00)
Almoço tradicional
postado em 19/04/07 ::: 7 comentários ::: permalink

Cada vez mais próximos do fim do vale, a trupe estagiária foi atrás de algum estabelecimento com preço justo e comida boa que ainda não houvessemos desbravado. Seguindo a indicação de um amigo, acabamos chegando a um restaurante simples, aconchegante e com um ar bastante tradicional. A começar pelo tradicional e muito bem vindo "coma até explodir". O buffet era sincero, mas também não variava muito comparado a outros estabelecimentos no estilo: em torno de dez tipos de salada, arroz, feijão, algumas massas, quatro ou cinco variedades de carne... Enfim, o tradicional.
E como todo almoço tradicional dos estagiários, não podiam faltar no restaurante algumas peculiaridades. Por exemplo, a garçonete que se encantou pelo chame de nosso companheiro Rafael, sendo simpaticamente apelidada de Xavequete. Também nos chamaram a atenção os provérbios italianos na parede - que o dono, como bom italiano, não poderia deixar de colocar.

Se "cornuti" for realmente o que imaginamos, foi fácil adivinhar o significado deste (supostamente) cômico provérbio veneziano. Algum fluente em italiano na platéia?
Serviço:
Don Ferruccio
Av. Nova Independência, 176
"Coma até explodir" (R$8,80)
Almoçando com a chefia (Parte II)
postado em 18/04/07 ::: 8 comentários ::: permalink

Continuando o desafio começado na semana passada, os estagiários levaram a chefia para almoçar em um estabelecimento em que já se sentem em casa. A parte mais engraçada é que o local fica bem em frente ao estabelecimento escolhido pela chefia (aquele dos sushis fabulosos). Enquanto caminhávamos para lá, deu para sentir a tensão da casta alta da agência. Fomos tratando de tranqüilizá-los, mencionando que sobrevivemos até hoje. Fora que o restaurante tem um certificado de qualidade, ó:

Sentamos e pedimos um monte de pratos da casa, servidos no melhor estilo “boteco”: primeiro a salada, dando a impressão de uma refeição leve:

Depois o bife, a batata frita, o feijão, a farofa...

Não satisfeito, o Cleber até pediu um pão de queijo.

No fim, todos contentes com a refeição, inclusive a chefia, que gostou do lugar e prometeu mais dias de intercâmbio gastronômico com os estagiários. Foi realmente inusitado vê-los contra os azulejos do recinto, pegando a cumbuquinha de feijão, a farofinha, tomando refrigerante de dois litros dividido com a moçada toda. Para eles também. Segundo o Gustavo, o PF era honesto e gostoso, o ambiente era pé sujo, mas agradável, o serviço era bom e eles não mentiram como muitos lugares fazem, chamando bife de filé. Além disso, havia refrigerante de dois litros. Os pontos negativos, segundo os dois membros da chefia, era que o lugar não passava aquela credibilidade para comer a salada, o azeite era, na verdade, óleo de soja e o preço não é dos mais baixos. Eles acharam estranho mesmo quando Yayá achou um pedaço mais peludo na sua feijoada, mas uma coisa de cada vez: primeiro os ambientamos no boteco. Depois os ambientaremos com a feijoada de boteco!
No fim, valeu a experiência.
Serviço:
Nova Flórida
Rua Flórida, 1184
Prato-feito (a partir de R$ 5,50), lanches e salgados. Não aceita cartões de débito ou crédito.
PFs sinceros me interessam
postado em 17/04/07 ::: 5 comentários ::: permalink

Pelo menos uma vez por semana, vamos à rua do chinês para conferir se o estabelecimento continua em reforma. Quando chegamos por lá hoje, vimos as portas ainda fechadas, o que nos entristeceu um pouco.
Andamos cerca de meio metro e achamos um restaurante com cara simpática, mas que nunca havíamos encarado. No cardápio, PFs. PF executivo, PF especial, PF do dia... a opção era grande!
Fomos no óbvio: PF. E quando ele chegou à mesa, nos surpreendeu bastante. Tinha um bom bife, uma saladinha, batatas fritas e feijão numa cumbuquinha, bem típico de PF. Gostamos da comida e da simplicidade do local. Prometemos voltar em dias de pouco espírito aventureiro. Afinal, gostamos de novidades, misturas novas e sabores exóticos, mas PFs sinceros também nos interessam.
Serviço:
Labistraca
R. Hilário Furlan, 97
Prato-feito (a partir de R$ 9,00)
Almoçando com o leitor
postado em 16/04/07 ::: 4 comentários ::: permalink

Amigo da trupe Vale 9 conto e leitor deste blog desde os primeiros posts, Neto se convidou para almoçar com a gente. Disse que queria ficar famoso e, principalmente, queria uma dica boa de onde comer bem. Encontrou: uma churrascaria escondida nas quebradas do Brooklin, que também não conhecíamos ainda. Durante o almoço tranqüilo, com conversas que iam desde o departamento de marketing às garotas da faculdade, saboreamos um cupim macio, uma picanha suculenta, uma alcatra no ponto e aquele arroz carreteiro para acompanhar tudo.

Tudo muito bom. Mas apenas uma hora de almoço para um rodízio de carne é tortura. E, como bons estagiários que somos, voltamos à labuta rapidamente. Será que teremos que começar um outro blog para falar sobre a variável tempo de almoço? Deixa pra lá...
Aos outros leitores fiéis: o almoço-evento vai acontecer sim! Estamos tentando formatar o dia por aqui, conforme as sugestões já dadas por vocês nos comentários, no e-mail e no Orkut. Em breve, falaremos muito sobre o evento que abalará o mainstream alimentício da Berrini!
Serviço:
Churrascaria Brasa dos Pampas
R. Arizona, 1260
Tel.: 5505-0017
Rodízio (R$ 13,90 para homens, R$ 12,90 para mulheres)
Visitando o bandejão
postado em 13/04/07 ::: 13 comentários ::: permalink

Aproveitando a sugestão de um leitor que o Dennão encontrou aqui pelas quebradas do Brooklin e o fato de Serpa e Yayá estudarem na instituição, a trupe estagiária do Vale 9 conto visitou o restaurante da Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Bandejão da USP. A idéia provocou arrepios dos outros estagiários: será que dá para comer um prato que custa apenas R$ 1,90? Mesmo com muitas dúvidas, Baunilha e Dennão se aventuraram junto com os uspianos da Espalhe.

Chegamos, nos localizamos e encaramos as filas: uma para comprar o tíquete, a outra para se servir.


Após apresentar a carteirinha e o tíquete na catraca (ou no caso dos visitantes, apenas o tíquete), nos serviram nas tradicionais bandejas de metal com compartimentos para as porções de arroz, feijão, bife acebolado e salada.

O preço ainda dá direito a um copo de suco e uma sobremesa.

Foi interessante notar que o receio de Baunilha e Dennão ia diminuindo à medida que eles iam se aproximando da comida. “Melhor do que muitos restaurantes que nós já experimentamos na Berrini”, disse Dennão. Baunilha, Serpa e Yayá concordaram. Sem dúvidas, é uma das melhores relações custo-benefício que se pode imaginar quando o assunto é almoço executivo (exceto quando o cardápio do dia apresenta surpresas como “carne à fantasia” ou “ovo frito à pomodoro”, iguarias de sabor peculiar e gosto duvidoso). Como a comida é subsidiada pela verba destinada à USP, podemos dizer que tivemos o nosso primeiro patrocínio no almoço!
Serviço:
Bandejão da USP – Restaurante Central
Rua do Anfiteatro, 295 - Cidade Universitária (mais 7 endereços)
Corredor do CRUSP - Próximo ao Bloco G
Tel.: 3091.3318
Comida na bandeja (R$ 1,90 para alunos da USP, R$ 7,50 para visitantes)
Almoçando com a chefia (Parte I)
postado em 12/04/07 ::: 7 comentários ::: permalink

Numa animada reunião aqui na Espalhe, em que falávamos dos estabelecimentos já visitados pela equipe do Vale 9 conto, surgiu a idéia de propor uma espécie de desafio à chefia: nesta semana, iríamos para algum restaurante do gosto deles. Na outra semana, almoçaríamos em um restaurante do nosso gosto (ou para o nosso bico, frase que convém). Eles gostaram da idéia e escolheram um belo restaurante japonês da região, onde nos deliciamos com um rodízio de pratos japoneses:


Não fizemos cerimônia alguma: Dennys já foi logo abocanhando um temaki. Yayá preferiu uma porção maior:


Algumas horas depois, sobrou apenas o ornamento de nabo dos pratos:

Durante o almoço, entre a maravilhosa comida e a animada conversa, tivemos a sensação sublime de estar acima do mainstream alimentício. Estávamos flutuando entre os sashimis, sushis e guiozas. Mas o sonho acabou e amanhã voltaremos a procurar os simpáticos e sinceros botequinhos de pratos grandes, os “coma até explodir” de preço justo ou os snacks generosos.
E será impagável levar a chefia conosco para um desses estabelecimentos na semana que vem!
Serviço:
Kawa Sushi
Rua Flórida, 1771
Tel.: 5102-4605
Rodízio japonês (R$ 26,00 no almoço)
Enquanto o cartão do vale não chega...
postado em 11/04/07 ::: 10 comentários ::: permalink

Desenho: Bruno Tozzini
Roteiro: Vale 9 conto
Especialista em quitutes paulistanos
postado em 10/04/07 ::: 14 comentários ::: permalink

A Vejinha publicou uma matéria de capa com 40 dicas para se comer pagando menos do que 10 reais em São Paulo. A chefia se interessou pelo assunto e mostrou a revista ao especialista em quitutes paulistanos da agência, o Yayá. Ao ver a revista, o intrépido estagiário da trupe soltou um “conheço alguns desses: os mais humildes.” e tratou de fazer a sua análise sobre a questão mais importante para este blog: afinal, dá para ficar saciado se seguirmos as recomendações da revista? Com a palavra, Yayá:
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Mainstream, aqui me tens de regresso...
postado em 09/04/07 ::: 3 comentários ::: permalink
Uma série de fatores nos levou a um dos restaurantes mais icônicos quando o assunto é mainstream alimentício.
Primeiramente, como o mês ainda está no início, o vale está cheio de crédito. Outra coisa foi o aniversário de um dos membros da trupe, o Serpa. Quando tem aniversário na mesa, este restaurante costuma dar um pedaço de bolo para cada pessoa. E por último, é bom variar. Um prato do paraíso gastronômico engravatado, de vez em quando, cai muito bem.
Chegamos ao restaurante e fizemos tudo certinho, conforme ensinamos anteriormente: pegamos um creme de palmito, bolinhos de chuva, pasteizinhos e só então fomos nos servir.

Também pegamos coisas leves no buffet. Tudo para garantir uma conta menos cara.

Aí veio a surpresa: fomos informados que não teríamos bolo por que a quota de aniversariantes já estava estourada naquele dia. Quota de aniversariantes estourada? Nós estouramos a nossa quota diária de vale e nem reclamamos! Será que eles deixam um mar de filhos do carnaval sem bolo em novembro? Enfim...
Pobre de todos nós que pagamos muito e não ganhamos bolo. Pobre do Serpa, que não teve aquela comemoração bacana, com as atendentes cantando parabéns, com os funcionários aqui da agência batendo palmas corporativas e com todos os outros trabalhadores engravatados que almoçam por lá olhando com uma cara de “dá para cantar mais baixo?”. Pobre do post que é só lamento.
Serviço:
Pratus Restaurante Café
Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1192
Tel: 5505-8833
Por quilo (R$ 23,90)
Soluções criativas para a sua marmita
postado em 05/04/07 ::: 9 comentários ::: permalink

(Foto por Rodrigo Piwonka)
Andando pelas quebradas virtuais do Flickr, achamos este exemplo de marmita gringa: um bagle recheado com creme de abacate guardado num porta-CDs. Se você é um cara moderno, descolado, cool e também não sabe o que fazer com seu porta CDs velho já que o seu Ipod deixou o CD na obsolescência (e a sua conta bancária no vermelho), aí vão algumas sugestões do que você pode levar na sua mais nova embalagem de quentinhas:
- Bagle com creme de abacate (seja lá o que for isso...)
- Rosquinhas (ou Donuts)
- Fatias de abacaxi
- Pretzels
- Sobra de churrasco assado no espeto
- Pedaços de bolo
- Macarrão (comece enrolando cada fio em torno do pino central da embalagem)
- Arroz, feijão e mistura (desde que você aplique a regra da barreira de arroz e abra a embalagem de cabeça para baixo)
Se você quiser tentar outros tipos de alimento, é só lembrar que quase qualquer alimento + furo no meio dá certo. O resto é questão de compactação...
Por favor, quatro steaks à parmegiana...
postado em 04/04/07 ::: 13 comentários ::: permalink

Algumas novidades agitaram a turminha estagiária nesta semana.
Uma delas foi o ingresso de um quinto integrante, o Rafael, que em breve ganhará uma caricatura e perderá o discernimento gastronômico.
Para darmos as merecidas boas-vindas ao novo membro da trupe Vale9conto, fomos comer em um lugar em que se gasta pouco e se come bem: um justo PF de padoca/boteco. O achado foi do Dennão e do Serpa, nessas andanças pelas quebradas do Brooklin. Todos (exceto a Baunilha, que foi repetir a sua dieta saudável) pediram o famigerado steak de frango à parmegiana, além de um refrigerante de 2 litros para dividir irmanamente. O prato acompanhava salada, arroz e batatas fritas e o gasto final foi de R$ 7,90 para cada um.
A outra novidade é que a idéia do almoço-evento aqui na Berrini vai acontecer. Marcaremos um dia e avisaremos com antecedência para que os paraquedistas esfomeados munidos de vale-refeição (leia-se vocês) já reservem o dia. Enquanto não acontece, encham a nossa comunidade no Orkut de sugestões de um restaurante sincero que nos abrigaria e nos alimentaria com dignidade.
Serviço:
Lanchonete Rio Conténs
Rua Arizona, 1379
Pratos executivos a partir de R$ 7,00
Pra que complicar as coisas?
postado em 03/04/07 ::: 13 comentários ::: permalink

Até o horário do almoço, o dia estava bastante agitado por aqui: reuniões, gente correndo pra lá e pra cá, encontros, desencontros... A trupe estagiária foi almoçar em horários intercalados. Quando Yayá e Baunilha estavam saindo, Dennão e Serpa estavam voltando, sorridentes, falando sobre o restaurante que eles tinham acabado de conhecer. Como esqueceram de bater uma foto do prato que fizeram, coube aos outros dois batê-la.
A impressão dos quatro acabou sendo bastante positiva. Churrasco, salada e outras guarnições num por-quilo simpático e justo. O prato da Baunilha ficou bem abaixo dos 9 conto diários (ela gastou cerca de R$ 5,00), mas também não vá sonhando: a foto que ilustra o post é o prato do Yayá, e ele sim passou da quota do vale.
A verdade é que não queríamos nada de invenções mirabolantes ou buscas pelo “coma até explodir” mais barato. E com a escorregada de hoje, teremos que nos precaver com o vale, fazendo contas para ele durar mais e mais. Ou seja: o mainstream alimentício vai ter que nos esperar mais um pouquinho.
Serviço:
Jotadê Restaurante e Pizzaria
Av. Engº Luís Carlos Berrini, 957
Tel.: 5506-2396
Por quilo (R$ 16,90)
Almoço na balada
postado em 02/04/07 ::: 8 comentários ::: permalink

Com o vale de volta, o espírito aventureiro também voltou.
Andamos por quarteirões e mais quarteirões da Berrini até encontrar um “coma até explodir” satisfatório. Entramos e notamos que os pratos eram ovais, tais quais os do mainstream alimentício. Mas o os outros elementos que compunham o cenário do restaurante indicavam que se tratava de um estabelecimento mais humilde: televisão sintonizada em algum programa de debate futebolístico, uma baia de buffet apenas, além de secretárias, office-boys, pedreiros e outros estagiários comendo também.
Comida razoável. Talvez o nosso humor tenha diminuído à medida que encontrávamos placas com os dizeres “deposite a sua bandeja no balcão” (contamos 6) e “todo o desperdício será cobrado por quilo” (contamos 3). E tivemos que esperar uma mesa, o que fez a Baunilha sonhar com a praça de alimentação do D&D... Ainda assim, achamos o local sincero na promessa de alimentar.
Enquanto comíamos, notamos que o local tinha iluminação para uma balada, inclusive com um globo espelhado no teto:

Seria o local uma balada à noite? Ou será que eles servem um jantar dançante? Ou ainda rolaria um forró para a alegria do povão? Não sabemos. Nem perguntamos, porque estávamos atrasados.
Se alguém souber, por favor nos avise.
Serviço:
Cheiro Verde Grill
Av. Engº Luís Carlos Berrini, 1699
“Coma até explodir” (R$ 8,90)
