Adeus fome velha... Feliz vale novo!
postado em 30/03/07 ::: 6 comentários ::: permalink

Como vocês puderam conferir durante esta semana, foi árdua a batalha da trupe estagiária para conseguir se alimentar.
Mas não perdemos a esperança: um novo mês começa na segunda-feira, com crédito no vale e com muitos estabelecimentos espalhados pelas quebradas do Brooklin a serem desbravados.
Cante com a gente até lá:
Adeus fome velha
Feliz vale novo
Que a refeição se realize
Na segunda-feira que vai nascer
Muito crédito no bolso
Sobremesa de graça pra comer
Baunilha entra no valeless
postado em 30/03/07 ::: 344 comentários ::: permalink
Acostumada a fazer seu vale durar até o próximo mês, desta vez nem a pequena Baunilha conseguiu escapar do longo mês de março e ontem finalmente a garota entrou no esquema valeless. Como diz o ditado, o fim do vale tarda mas não falha.
Sem vale, Baunilha resolveu seguir a dica de Yayá e trouxe sua quentinha de casa. Ela só não contava que todo mundo teria a mesma idéia, gerando uma fila de pratos na espera para usar o microondas da agência.

Com fome e sem paciência para aguardar sua vez, nossa companheira estagiária saiu pela Berrini em busca de um almoço justo que coubesse no baixo orçamento. Sob sol do meio-dia e um calor de 35 graus, Baunilha não precisou andar muito para se deparar com a salvação.

Aproveitando o horário do almoço de maneira muito melhor que alimentar-se de luz, a garota entrou no clima praiano da Berrini e teve seu momento de lazer em meio aos apressados transeuntes, causando inveja nos engravatados que passavam pela calçada.

Por apenas 2 reais, Baunilha conseguiu uma bebida refrescante e um almoço nutritivo. Segundo a Wikipédia, o coco apresenta “bom teor de sais minerais (potássio, sódio, fósforo e cloro), e fibras”. O único problema é ter que beber toda a água antes de poder abrir pra comer o fruto.

Serviço:
Kombi do coco
Esquina da Av. Engenheiro Luiz Carlos Berrini com a R. Carlos Rega
R$2,00 por unidade
Almoço da Semana Valeless
postado em 28/03/07 ::: 16 comentários ::: permalink

Desenho: Bruno Tozzini
Roteiro: Vale 9 conto
Se você quiser dar dicas de onde é bacana tomar um sol no almoço (sobre aquele papo de alimentar-se de luz) ou mesmo continuar mandando receitas geniais a preços mais-do-que-justos, entre na nossa comunidade e solte o verbo!
Pão com miojo?
postado em 27/03/07 ::: 12 comentários ::: permalink
Seguindo a Semana Valeless, a chefia nos alertou para um caso bizarro de gastronomia de baixo calão: o ator Bruno Gagliasso deu uma entrevista falando sobre o seu prato favorito, pão com miojo.
Fazendo uma rápida pesquisa, constatamos que ele fala isso para quem quiser ouvir. Então decidimos fazer a iguaria aqui na agência, utilizando um pacote de miojo, um forno microondas e um pão sírio que pegamos de brinde num restaurante árabe (mas você pode utilizar o pão francês).
COMO FAZER:

Pegue um pote de plástico (lembre-se que panelas de metal + microondas = Gremlins) e coloque o macarrão instantâneo, água e metade do sachê de tempero.
Aqui, o macarrão levou 2 minutos e 40 segundos para cozinhar, mas sugerimos que você faça programas de 40 segundos até constatar que o macarrão está pronto.
Quando ele estiver pronto, escorra a água.

Abra o pão e coloque o resto do sache de tempero.

Coloque o macarrão como recheio e feche o pão: voi-lá.


Experimentamos a receita (que nos custou apenas R$ 1,70). Não é delicioso, mas “não é ruim, não”, segundo os voluntários não-estagiários que provaram o acepipe.
Como o Dennão mesmo constatou, tem gosto de miojo, só que também tem um pão.
E começou a Semana Valeless
postado em 26/03/07 ::: 67 comentários ::: permalink

Sem vale, teremos que nos virar para comer durante esta semana. O mainstream alimentício foi um sonho bom enquanto durou.
Para sobreviver hoje, Yayá teve uma ótima idéia durante o fim de semana: aproveitou aquele farto almoço de domingo para montar a sua quentinha, com direito a frango assado, feijão com toucinho e costelinha, arroz novo e couve-manteiga.
Depois de sacolejar durante uma hora dentro do ônibus, ser deixada na geladeira da agência e depois aquecida no microondas, a marmita conseguiu manter uma cara simpática. Yayá diz que, segundo a mãe dele, o segredo é fazer uma barreira de arroz que separa o feijão do resto da comida, ainda que depois ele prefira misturar tudo com um bocado de farinha.
A bebida? Água. E da Sabesp.
Você tem alguma receita extremamente barata para utilizarmos nesta semana? Conte em nossa comunidade do orkut, onde deixamos um tópico aberto só para isso.
E o vale acabou em grande estilo
postado em 23/03/07 ::: 7 comentários ::: permalink
Hoje, entramos de vez clube dos sem-vale. As experiências gastronômicas realizadas em prol deste blog ao longo do mês resultaram em novas descobertas, mas não conseguiram evitar o fim precoce do crédito.
Para nos despedirmos com um gran finale e mostrar que aprendemos alguma coisa (1) (2), decidimos seguir os passos da alta cozinha. Fomos a um simpático restaurante e resolvemos fazer uma verdadeira degustação gourmet:
ENTRADAS:

Dennão pediu uma salade grosse, à base de rúcula, com pedacinhos de kani e grãos (milho e arroz). O toque do bife e da batata-frita realçam o sabor da folha, que podia ser temperada com a maionese no canto do prato. A decoração com ovos de codorna dava uma boa e máscula impressão ao antepasto.

Yayá pediu uma salade grosse avec du poulet, com um toque de torta de frango espetacular.
PRIMEIRO PRATO:

Dennão preferiu o fabuloso filet avec du pomme de terre et strogonoff, um prato que tinha um quê de eslavo, de brasileiro e de non-sense.

Yayá foi de raviolli alla Alfredo con pollo, uma boa massa.
SEGUNDO PRATO:

Dennys fechou a parte quente com um strogonoff avec du pomme de terre, já que havia gostado bastante de seu primeiro prato.

Yayá encerrou a sua refeição com um poulet avec du riz et haricot, com pedacinhos de kani.
SOBREMESA:

Ambos encararam um mousse de lemom.
Serviço:
Vivenda da Mama
Rua José Otaviano Soares, 33
Tel.: (11)5507-2734
“Coma até explodir” (R$ 10,90)
Boca livre!
postado em 22/03/07 ::: 4145 comentários ::: permalink
Neste nosso segundo videocast, Serpa e Baunilha estavam cobrindo a coletiva do Estúdio Coca-Cola. Tudo muito fascinante: artistas, holofotes, glamour e... boca livre! Sim! Muitos quitutes, à vontade, sem maquininhas de vale por perto! Confessamos que não conhecíamos quase nenhum deles, mas o importante é que era a hora do almoço e que os acepipes estavam deliciosos!
Confira o banquete, a música empolgante e a cara de espanto dos que presenciaram as inúmeras repetições de prato dos garotos.
A vingança do chinês
postado em 21/03/07 ::: 9 comentários ::: permalink

Desenho: Bruno Tozzini
Roteiro: Vale 9 conto
Serviço:
Moshi Moshi
Rua Arizona, 1485
Tel: 5505-7251
Por quilo (R$ 21,90)
Mc x Padoca
postado em 20/03/07 ::: 11 comentários ::: permalink

Bem, amigos do Vale9conto! Combate dramático no post de hoje!
Hoje, colocamos a comida para brigar. De um lado, o maior sanduíche de uma famosa rede estadounidense de fast-food. Do outro, um delicioso sanduíche feito na chapa de uma lanchonete/padaria/bar.
O vencedor não poderia ser outro: o sanduíche da padaria custava apenas R$ 5,90, contra os R$ 13 do McDonald´s. Mas se você tem um vale abençoado e não se importa em gastar no almoço, segue uma lista de detalhes minuciosos dos peritos deste blog para que você possa eleger o seu campeão:
SANDUÍCHE DA PADOCA:
- Geralmente são bem servidos.
- Para quem gosta de carne de verdade, é um prato cheio: o exemplar da foto era de bife de picanha.
- Fator surpresa: se alguém pediu um x-calabresa ou um americano antes de você, o seu sanduíche terá um peculiar gosto de carne, queijo e salada puxados na lingüiça com presunto, ovo e bacon. Sensacional!
- Menor custo: a refeição saiu por R$ 7,40 com o refrigerante, dentro da quota, portanto.
- Se você pedir na hora pro chapeiro caprichar, ele capricha.
BIG TASTY:
- Até que não é pequeno.
- O molho com sabor artificial de carne grelhada é muito bom mesmo. Nem coloque catchup no sanduíche porque não vale a pena.
- Gosto uniforme. Em qualquer uma das lojas da rede espalhadas pelo Brasil.
- Preço mais elevado: R$ 13, com refrigerante e um saquinho de batatas fritas.
- Eles não colocam molho extra. Mas se você pedir o sanduíche sem tomate, eles colocam um selo escrito “especial pra você” (sic).
Serviço:
Berrini Restaurante
Av. Engº Luís Carlos Berrini, 1431
Tel.: 5506-6146
Prato feito (a partir de R$ 5,50), lanches e salgados
McDonald´s – Shopping D&D
Av. Das Nações Unidas, 12551, Piso Boulevard, loja 102
Tel.: 5505-1665
De graça, até injeção na testa?
postado em 19/03/07 ::: 12 comentários ::: permalink

Achamos mais um exemplo de marketing de boteco: oferecer comida grátis é uma grande sacada! Nós adoramos! Contudo, como não dá para almoçar apenas uma salada de frutas, seguem algumas sugestões de como esta ação poderia ter sido ainda melhor. O ideal seria colocar cada uma delas depois de alguma frase de impacto, como “O cozinheiro ficou louco”:
- Hoje truta grátis
- Hoje tudo grátis
- Hoje só a fruta não é grátis
- Hoje trufas grátis
- Hoje chepa grátis (para os corajosos)
E você? Como incrementaria o marketing deste simpático restaurante?
Serviço:
Rosa Pimenta
Rua Geraldo Flausino Gomes, 134
Comercial (R$ 5,90), Por quilo (R$ 17,90, pagando no máximo R$ 9,40)
Quase um almoço em família
postado em 16/03/07 ::: 18 comentários ::: permalink

Entre desabafos, elogios e jornalistas recomendando pepinos, alguns leitores do Vale9conto deixaram sugestões de restaurantes nos comentários dos posts e no nosso email. Como consideramos a mudança de ares como algo extremamente proveitoso (aumenta o rol de estabelecimentos conhecidos e o de piadas prontas sobre o nosso vale), encaramos hoje a sugestão da Marcela.
Chegamos ao restaurante e rapidamente nos servimos com quibes, esfihas, homus, tabule, charutos, kaftas e afins, num sistema “coma até explodir” que nos conquistou. Comida boa, sincera e acompanhada de um refrescante chá gelado, incluso no preço e também à vontade.
Conversamos com o pessoal do estabelecimento e vimos que se tratava de uma família: o cozinheiro, a moça que nos recepcionou e o garotinho jogando Playstation na entrada, todos simpáticos. Este ambiente caloroso lembrava muito um almoço na casa da vovó, com comida farta, papo descontraído, sem qualquer pressa ou preocupação... Como nem tudo são flores, tivemos que encarar a boa, velha e engravatada Berrini ao fim do almoço, bem como a famigerada máquina do vale, que desconta o nosso saldo dia a dia.
Serviço:
Já-1000 Restaurante Árabe
Rua José Otaviano Soares, 90
Tel.: 5505-7330
“Coma até explodir” (R$ 10,00)
Um almoço sem vale na vida de Serpa
postado em 15/03/07 ::: 9 comentários ::: permalink
Serpa percebeu uma coisa: se o boteco aceita o vale no almoço, com certeza aceitaria o vale para as cervejas pós-expediente.
O resultado foi o fim precoce do seu saldo. Sem choro.
Interessados em saber o que ele faria sem os 9 conto, saímos todos para acompanhá-lo em sua empreitada pelas quebradas do Brooklin.
Sua primeira opção foi parar em uma barraquinha de lanches e salgados na Rua Flórida, bem perto da Marginal.

Simpáticos, baratos... O problema é que ele sabia que apenas uma coxinha não serviria para saciar a sua fome. Andou mais um pouco e achou uma obra.
Decidiu pedir ajuda aos pedreiros de plantão: eles deveriam saber de algum lugar totalmente underground que alimentasse muito e custasse pouco.

Não só os pedreiros como também os transeuntes acharam que Serpa era um louco gritando no meio da rua.
Serpa então lembrou-se do comentário do leitor/visitante/paraquedista Genis Aguiar aqui no blog: “peça emprestado e esqueça mais uma vez de pagar a dívida! Provavelmente a pessoa que emprestou, também não irá lembrar!”(sic). Ele pegou algum dinheiro emprestado de toda a trupe estagiária e finalmente juntou o suficiente para comer um belo prato-feito.

E aqui está o belo prato-feito que o Serpa pediu. Depois de tanta aventura, nada como almoçar bem, gastando um valor dentro da quota se ele ainda tivesse vale neste mês (R$ 7,50 no prato)

Serviço:
Nova Flórida
Rua Flórida, 1184
Prato-feito (a partir de R$ 5,50), lanches e salgados. Não aceita cartões de débito ou crédito.
Pequenos galotos, enolmes plejuízos
postado em 14/03/07 ::: 13 comentários ::: permalink

Desenho: Bruno Tozzini
Roteiro: Vale 9 conto
Serviço:
Happy Garden
Rua Hilário Furlan, 97
Tel: 5505-2526
O restaurante está fechado mesmo (mas calma, eles estão reformando para melhor servi-los em breve)
Comida on-the-go
postado em 13/03/07 ::: 6 comentários ::: permalink

Trabalhar, estudar, malhar, fazer os trabalhos da faculdade, sair para beber, blogar, dormir, praticar ping pong, pegar fila de banco, estacionar o carro. Tudo isso nos toma tempo e precisa ser feito dentro das 24 horas que temos disponíveis. Ok, não abrimos mão de 9 horas de sono, nem a chefia abre mão de nos ter aqui por 8 horas. Se contarmos ainda a aula, o tempo que sobra para fazer “o resto” é o horário do almoço. Hoje, a nossa representante estagiária feminina Baunilha passou por esta experiência: teve que se virar para conciliar unhas bem feitas e barriga cheia.
Começar o dia pensando que talvez não se consiga almoçar dá mais fome. Aí chega o horário: cem metros rasos até a manicurie, esperando não encontrar com a funcionária mais devagar que digestão pós-feijoada. Mas a Lei de Murphy é impiedosa e a moça mal parece ter começado o serviço após 15 minutos. É hora de dar uma folheada naquela revista de fofocas da semana (semana?) passada, algo como “Gisele Bündchen e Leonardo DiCaprio são vistos na praia”. Finalmente, a funcionária já está passando um óleo na mão, mas um rápido olhar ao relógio denuncia: faltam apenas 10 minutos para o fim do almoço.
Com um tempo desses, a melhor pedida são os sanduíches prontos de alguma loja de conveniência. Felizmente, nós trabalhamos num prédio ao lado de um posto de gasolina. Lá, a nossa pequena Baunilha pôde se deliciar com fartura, mesmo com pouquíssimo tempo. Outra vantagem é que o valor gasto (R$ 7,40, contando com o chá mate) é abaixo da quota. O problema é que eles não aceitam o nosso vale...
Serviço:
Loja de Conveniência Hungry Tiger
Av. Eng. Luís Carlos Berrini, 1264
Não aceita vales eletrônicos.
Tom de despedida do mainstream alimentício
postado em 12/03/07 ::: 4 comentários ::: permalink

Hoje, algum de nós acordou com um espírito aventureiro. Sabe como é: semana nova, vida nova. Caminhamos pelas quebradas do Brooklin no contra-fluxo da leva trabalhadora dos conjuntos empresariais daqui. Finalmente, achamos um estabelecimento que ainda não conhecíamos. Entramos e achamos tudo muito simpático: o preço um pouco acima do justo, a variedade da tradicional cozinha ítalo-nipo-ibero-sino-brasileira e a sensação de novidade. Mas o prato oval onde os talheres não param e os clientes arrumados não nos enganaram: tratava-se de um restaurante engravatado por quilo.
A comida estava boa, a prosa estava ótima e o tempo estava curto. Coisas simples, mas que prezamos. Vale ressaltar que este foi, talvez, o último almoço de março da trupe estagiária em algum por quilo de preço mais salgado: à medida que o mês caminha para a sua segunda metade, começamos a fazer as contas: quanto falta para o vale acabar. E aí, mais do que nunca, começará a valer a nossa cruzada contra os preços altos e os pratos rasos. Começará a pesar o nosso inexistente discernimento gastronômico e ficará a saudade desses restaurantes do mainstream alimentício.
O prato esquizofrênico da foto é do Serpa, que gastou uns R$ 14,00 contando com o refrigerante e estourou feio a sua quota diária.
Serviço:
Píer Restaurante
Rua Sansão Alves dos Santos, 315
Tel.: 55073294 – piier@ig.com.br
Por quilo (R$ 18,90)
Consultando a gastronomia
postado em 09/03/07 ::: 3 comentários ::: permalink
Começamos a pedir a ajuda de profissionais do ramo alimentício no desafio de sobreviver com os nossos 9 conto de vale por dia. Hoje, entrevistamos Luciana Yassuda, formada em Gastronomia pelo SENAC-SP e com passagens pela Ajinomoto, Dom Carlini (restaurante na Móoca) e Puras (rede de restaurantes industriais).
Veja a entrevista que o nosso locutor/apresentador/modelo e atriz Dennão fez com a moça. Será que ela conseguiu nos ensinar a fazer um bom prato num dos bons restaurantes do por quilo engravatado da Berrini?
Serviço:
Restaurante A Praça
Rua Flórida, 1578
Telefone: 5505.2125 – apraca.restaurante@terra.com.br
Por quilo (R$ 21,90)
Passos para se dar bem no mainstream alimentício
postado em 08/03/07 ::: 63 comentários ::: permalink
A seguir, apresentaremos técnicas de como almoçar num dos restaurantes do paraíso gastronômico engravatado e por quilo da Berrini sem ter que deixar no caixa a quota de 3 dias de vale.
Realizamos esta experiência com sucesso. A média de gastos ficou na casa dos R$ 12, contando com a bebida.

1. Na entrada do restaurante, procure por algum caldo do dia, dado como cortesia. Pode ser caldo de feijão, caldo de mandioquinha, creme de aspargos, sopa de meia. Se você não gosta de caldos, pule para a segunda etapa, mas saiba que isso pode lhe custar alguns reais a mais na conta final.

2. Perto dos caldos, deve existir algum acepipe para beliscar. Serve pastelzinho, torrada com patê, pão com carpaccio. Coma indiscriminadamente. Se você seguiu as orientações até aqui, você já ingeriu uns 300 gramas de comida, chutando baixo.

3. Antes mesmo de entrar na fila do buffet, procure a máquina de café. Eles sempre deixam algum biscoito, casadinho ou bolinho de chuva por perto. Mesmo que o consumo seja limitado, encoste do lado do pote e farte-se enquanto o resto da sua equipe fica esperando (com fome) na fila.

4. Vá ao buffet e sirva-se. Atente para não deixá-lo pesado: dê preferência às folhas, ao tomate seco, à batata-palha e a outros alimentos que não pesam nem um grama por litro. Você ainda vai pagar de saudável com seus companheiros de trabalho. Fará uma boa média com a chefia. Afinal, ser esfomeado é coisa de estagiário e tudo o que você quer é uma promoção.
Tente e depois conte para a gente se deu certo. Utilize a caixa de comentários ou o nosso email
Serviço:
Pratus Restaurante Café
Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1192
Tel: 5505-8833
Por quilo (R$ 23,90)
Coma à vontade, mas só um plato, né?!
postado em 07/03/07 ::: 8 comentários ::: permalink

Desenho: Bruno Tozzini
Roteiro: Vale 9 conto
Serviço:
Happy Garden
Rua Hilário Furlan, 97
Tel: 5505-2526
"Coma até explodir" (R$ 8,80)
A culpa é da publicidade
postado em 06/03/07 ::: 0 comentários ::: permalink

Como estagiários estudantes de publicidade e propaganda que somos, faremos agora uma análise sobre algumas ações marqueteiras dos restaurantes da região:
Hoje, saímos à caça de uma placa que chamava para o “quilo mais barato da região”. Slogan agressivo, é verdade. Totalmente chamativo. O nosso salivamento excessivo, estranhado pela chefia, confirmava isso. Procuramos em vão pela placa, o que indica que pode ter sido uma ação de baixo retorno, sumariamente vetada pelo restaurante, ou uma propaganda enganosa de um dos estagiários que jura até agora ter visto tal anúncio.
Quando paramos um pouco para decidir o que comeríamos, uma placa marqueteira oportunista surgiu do nada, apontando para um por quilo não tão caro. Do lado, outra placa (a da foto) mostrava um cardápio variado, que trouxe novamente o nosso salivamento excessivo (tente lembrar de 2 campanhas publicitárias distintas que lhe causaram exatamente a mesma sensação) e um encantamento. Também, já havia se passado metade do nosso horário de almoço.
Comemos, gostamos, provavelmente voltaremos (após a quinta vez, eles garantiram descontos). Marketing de relacionamento é outra coisa. Faltou só um tapinha nas costas como esforços pós-venda.
Nossa conclusão, desprezando a nossa fome, é que a nossa falta de discernimento gastronômico é culpa da publicidade. A placa da foto não nos deixa mentir.
Serviço:
Joe´s Restaurant
Rua Sansão Alves dos Santos, 153
Telefone: (11) 5506-1216
Por quilo (R$17,90)
Virando a cara para o virado
postado em 05/03/07 ::: 4 comentários ::: permalink

Tem uma coisa que me intriga no mercado do almoço executivo: o cardápio semanal de pratos do dia. É ele quem diz que segunda-feira é dia de virado à paulista, que terça-feira é a vez do bife à rolê, que na quarta-feira todos devem comer feijoada, que quinta-feira é dia de macarrão e que na sexta-feira se encerra a semana com pescada à milanesa. Não faço a menor idéia de quem inventou este cardápio, mas quero realmente descobrir quem foi o bastardo que convenceu a maior parte dos restaurantes, do mainstream ao underground alimentício, a aplicá-lo toda semana, sem exceção.
Hoje, nossa intrépida trupe estagiária foi a um coma até explodir. Talvez não fosse pela fome, mas sim pela certeza de que iríamos encontrar algo diferente. Já é muito difícil manter-se acordado numa segunda-feira. Imagine depois de um virado à paulista, com direito a toucinho, ovo frito, banana à milanesa, couve, bisteca, arroz... Hoje a alface apeteceu mais, o que para nós é lucro, já que deixa o prato mais leve, caso se escolha a opção “por quilo” de cobrança.
O prato da foto foi o primeiro de uma seqüência comida pelo Dennão. Ele levou a sério todo este papinho saudável da alface até se levantar para pegar o segundo prato...
Serviço:
Restaurante do The Park Way All Suite
Rua Joel Carlos Borges, 60
Por quilo (R$ 16,90) ou “coma até explodir” (R$ 8,80)
Cozinha italo-nipo-ibero-sino-brasileira
postado em 02/03/07 ::: 5 comentários ::: permalink

Você sai para almoçar e não faz idéia do que vai lhe apetecer?
No nosso caso, não é que não sabemos o que comer entre sushi, pizza ou massas. A questão, na maior parte das vezes, é que tudo nos apetece.
Assim sendo, precisamos de um bom restaurante sem-especialidade. Um local onde você pode deliciar uma pizza doce com sushi e pão-de-maionese, ou um belo prato de yakisoba com bife à parmegiana.
Têm alguns muito bons aqui na região do Brooklin. Até alguns do já citado mainstream alimentício são assim. Mas como poderíamos comer de tudo um muito e não estourar nossa quota diária de 9 conto?
Dennão nomeou este sistema como “coma até explodir”. Você faz o prato, senta, come, levanta-se, faz outro prato e paga pouco. Na nossa cabeça, é assim que deveria funcionar todo o mercado de almoço executivo. Será?
Pensando bem, se fosse assim todo dia, reclamaríamos que o nosso vale-coxa-creme não cobre o custo do sal de frutas.
No caso do restaurante de hoje, existe também a opção por quilo para dias menos selvagens de nossa fome. Inesquecível mesmo é ser chamado pelo nome quando se vai pagar a conta com o cartão: regras de cordialidade de poucos exemplos, infelizmente.
Serviço:
Tutta Gula
Av. Nova Independência, 192
Tel: 5505-1684
Por quilo (R$ 15,90) ou “coma até explodir” (R$ 8,40)
A guerra contra a balança
postado em 01/03/07 ::: 7 comentários ::: permalink

Não. Não é um post sobre obesidade e alimentação saudável.
Vez ou outra, nós comemos nos restaurantes do mainstream alimentício da região. Uma farta variedade, é verdade. Saladas de todas as cores, carnes, peixes, aves, massas, sushis, sashimis... quando o buffet acaba, já estamos com uns 20 centímetros de altura no prato e o peso na consciência pelo rombo no vale.
Hoje, propusemos um desafio às pessoas que foram a um simpático estabelecimento deste tipo aqui por perto: levando em conta que temos 9 reais para gastar na refeição, pedimos a elas que fizessem uma refeição que não ultrapassasse este valor, contando com eventuais bebidas, sobremesas e afins. Achávamos que só conseguiriam pegar algumas ervilhas, mas até que conseguiram fazer pratos razoáveis, ainda assim abaixo da linha da fome juvenil-estagiária.
A comida é boa. Mas na guerra entre o vale e a balança, nossa posição já foi tomada.
Sobre o prato da foto: nossa voluntária não-estagiária gastou R$ 5,35 no prato. Com o refrigerante e a sobremesa (R$ 2,00 cada um), seus gastos ultrapassaram a quota diária em alguns centavos, totalmente recuperáveis se ela começar a ler este blog.
Serviço:
Dabliú Restaurante
Av. Padre Antônio José dos Santos, 1679 - Brooklin
Telefone: 5102-4796. http://www.dabliurestaurante.com.br/
Por quilo (R$ 19,90)
